CRÍTICA – LIVRO IRACEMA – JOSÉ DE ALENCAR

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Uma leitura bela e revoltante. O livro Iracema, me impactou profundamente porque termina de maneira drástica, indignante, revoltante e reflexiva.

A personificação dos personagens foi algo que me agradou bastante. O autor, José de Alencar, foi inefável nesse ponto. Sem sombra de dúvida, as terras brasileiras representadas por Iracema, é a parte mais magnífica do livro.



IRACEMA E O ESTRANGEIRO, AMOR MORTAL

A História do romance entre Iracema e o Estrangeiro (Martin), é de início admirável. Contudo, perder a admiração pelo Estrangeiro é inevitável em certos momentos do romance. No desenrolar da literatura, é de partir o coração, certas atitudes dele para com Iracema. Porém, sem isso o livro não seria congruente com a mensagem da obra.

Para quem não costuma ler livros com temas relacionado a “Índios”, entender algumas frases e capítulos da obra de Alencar, pode ser complicado de início.  Mas seguindo o ritmo do livro, compreende-se melhor, o modo de escrever do autor. A mensagem que queria passar,  Alencar consegue perfeitamente.



VIRGEM DOS LÁBIOS DE MEL, E O NOVO DEUS

É claramente fácil, entender que a exploração das terras brasileiras pelos portugueses, reflete no romance de Iracema com o Estrangeiro. Linda e formosa, virgem dos lábios de mel, assim são os adjetivos atribuídos a Iracema, representando as lindas e virgem terras do Brasil.

A nova aliança, o fim da cultura, o novo Deus, reflete no personagem Poti, o amigo indígina que vira irmão de coração do Estrangeiro.



INTERESSES + INVASÕES = DIFERENTE DE AMOR

Apesar da literatura viciante, a história do casal (A indígina e o Estrangeiro) que, em seu primeiro encontro, inicia-se com atração mútua de um claro caso de romance, e amor, é difícil aceitar a ideia que a exploração dos europeus, fora iniciada assim.

Sabemos hoje pela historicidade do Brasil, que, o interesse em riquezas naturais, invasões de novas terras e expansão religiosa, fora o verdadeiro motivo. Mesmo assim, a obra ainda merece todo respeito.


– LER OU NÃO LER?

Para quem gosta de textos poéticos e cultura brasileira, eu recomendo a leitura. A obra é profunda e reflexiva. E além disso, escrita com a linguagem selvagem das primeiras civilizações.

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